Fortune




I could almost touch it. Almost.
Failure has a bitter taste. For a brief moment, I had forgotten about it. Life always denies the things most needed… When needed it them most. Drown yourself into sorrow and despair… You can’t let yourself forget about the reality of things. Hope is for the ones that have everything. Life is always good for the ones that don’t need a board’s salvation.
Why does reality always have to come like a kick in the heart? Why can’t just let it be for a moment? A moment in time and space where everything could be fine. Not good. Fine…
Drown in tears. Life is for the lucky ones.
Life is for the ones that fortune smiles to since birth. For those who really don’t need fortune.
Almost.
Almost, like a bird, I could fly. To a better place, with no strings and some hope. Hope is for the ones that can afford to have some hope. For those who can’t… Reality will always show her ugliest face… It’s claws will hurt more deeply.
Almost it was mine. It was denied.
I didn’t had the proper age to get it.
The proper age to enjoy… It’s not me. It’s my age. Too young to know pleasure…

Imagem:  Douleur d'amour de William Adolphe Bouguereau

Retorno

 

MINOLTA DIGITAL CAMERA

O corpo flutuava. Contemplava o passado. O eu que não mais existia, agora celebrado. Como um companheiro há muito falecido,

sua existência agora era comemorada.
A incapacidade de retroceder.
A tentativa fora frustrada, ainda assim, comemorava. Ao menos, tentara. De maneira genuína, ingênua, tentara.Crendo ser

possível retornar à inocência.
Celebrar o passado, enquanto colocava a última pá de terra sobre o mesmo. O fim de um ciclo não é morte. Outro início, sempre

ouvira.
Perceber que o retorno era impossível. Não se retrocedem caminhos, destinos, decisões. A mudança que os acompanha é inevitável,

igualmente impossível de ser retrocedida. Mesmo que jamais tenha sido percebida.
Trocava a música. O movimento dos cabelos que seguiam os corpos.
Não era igual. Jamais se repetiria. Aquela sensação, aquela memória, o cheiro.
Sempre em mudança.
O que não foi, não mais seria. Simples.
Celebradas as possibilidades mortas. O eu abandonado. O eu falecido.
Celebrava sua morte.
O retorno à inocência não é possível.
Tal coisa pouca relevância possui diante do quadro maior.
O corpo flutuava. Agora era livre. A idéia asfixiante abandonara-lhe. Conhecera a sensação uma vez. Não esquecera. E apenas isso era importante.

 

Imagem: Deep in the Fog  de Khimaereus

Se…

 

 

_showering_petals__by_noah_kh

 

Novas palavras. Nova cena. Outro roteiro adaptado. Escrito e reescrito para não ser aproveitado. A coragem que dura apenas a um sopro  mais forte do vento.Não, não é isso. Não é possível. Passivo.
Fechar os olhos. Escapar. Não, não durará. Outro sopro de vento. Talvez, na próxima vez...
Não haja o pesar.
Esssa paz inexiste. Uma caixinha vermelha, já envelhecida. Talvez expectativas. Pedaços de fatos, vidros de perfume quebrados. Seria interessante se... Roupas manchadas. Memórias do que poderia ser. Não foi. Não é. Não há mais tempo para ser.
Mais vento.
Brisa noturna. Fuja do tédio. Tente novamente encontrar... Jamais ela ficará vazia. As manchas estão se tornando parte da madeira. O vermelho manchado., antes brilhante. No princípio, tudo era brilho.
Expectativas.

 

Imagem: Showering Petals de Noah KH

Censura

 

 

06_01_2008_0775268001199639616_shinybinary_nicholas_ainley

 

Selecione.Deixe borrar. Ilegível. Este é o interesse. Ilegível. Incrompreensível.Silenciado. Apagado. Suficiente para em feridas alheias não aproximar-se. A arte de cuidar-se uma vez que em campo minado.
Frágeis formas humanas de carne moldadas. Primeiramente de barro criadas. Ambas igualmente fétidas. Observe-as ao longe. Caminhar rumo às mesmas, aproximar-se, faz-se experiência desagradável aos sentidos.
Selecione. Desfeitos tão facilmente, a aproximação lhes é danosa. Em pés de barro ainda se apóiam. Na ausência de sólida base, as delicadas formas se desfazem ao mais sutil movimento. Selecione-os.
Apague o que não deve ser compreendido. Deve ser esquecido. Destoe-as. Desbote-as. A carne implora-lhe. Desprovida de formas, de frágil base, ela pede. Aos sussurros, desbote-as. Destoe-as. Tal qual movimentos de brusca natureza, distorcem-lhes a forma.
Silencie-as.

 

Imagem: Shiny Binary de Nicholas Ainley

Entropia

16

O processo é tão natural que nele não mais reparamos. Não há no que pensar. Ele nos afeta. Passamos por ele. É natural. Não há o que refletir.
Igualmente não há como pará-lo também. Preferível nem refletir sobre, então. É o desgaste.
A entropia latente de todo e qualquer objeto... A tendência a voltar ao estado natural... É o processo.
Olhar para os lados enquanto ocorre não adianta. Ele faz-se presente à forceps em nosso dia a dia.
O vaso de plantas quebrou.
A entropia agindo.
Olha-se para o lado. Nada demais. O valor cultural do objeto perde-se para o dono. Mas não totalmente para o humano como um todo. Arqueologia.
Ciências que estudam o processo de corrupção de objetos. Ciências que estudam o processo de corrupção de sociedades.
O processo, porém, continua a ser ignorado como é.
A necessidade de entropia universal.
Derretimento de constituições sólidas. Surpresa sempre que segue. Cremos-lhes infinitas. Necessidade nossa de não perceber a entropia. Necessidade do desconhecimento da constituição momentanea humana. No fim ela tragará e levará ao seu ponto inicial.
A vontade de ter o nome em pedra, deixando de lado o fato de que a pedra também por ela será afetada.
O processo é estudado. É analisado instrinsicamente. Percebido em todas as suas formas. Porém, poucas vezes é entendido em sua totalidade. Não há um interesse no total. Pára-se no meio..Falta complexidade ao processo. Simples entendimento ele pede. O que nos falta, infelizmente, é a coragem de compreende-lo todo.

 

Imagem: Andrew Jones